Tratamento cirúrgico da cirrose hepática complicada por hipertensão portal: desafios clínicos e abordagens de tratamento
Resumo
O tratamento cirúrgico da cirrose hepática complicada por hipertensão portal apresenta diversos desafios clínicos e requer abordagens de tratamento bem definidas. A cirrose hepática é uma condição crônica do fígado, caracterizada pela substituição do tecido hepático normal por fibrose, nódulos regenerativos e perda da função hepática. A hipertensão portal, uma das principais complicações da cirrose, é causada pelo aumento da pressão na veia porta devido à resistência ao fluxo sanguíneo no fígado danificado. Essa condição pode levar a consequências graves, como varizes esofágicas, ascite e encefalopatia hepática, necessitando de intervenções cirúrgicas específicas para manejo adequado. As opções de tratamento incluem a derivação portossistêmica intra-hepática transjugular (TIPS), transplante hepático e outras técnicas de derivação cirúrgica, cada uma com seus próprios riscos e benefícios. Objetivo: avaliar as abordagens cirúrgicas no tratamento da cirrose hepática complicada por hipertensão portal, identificando os principais desafios clínicos e as estratégias de manejo mais eficazes. Metodologia: seguiu o checklist PRISMA, utilizando as bases de dados PubMed, Scielo e Web of Science. Foram utilizados cinco descritores principais: "cirrose hepática", "hipertensão portal", "tratamento cirúrgico", "complicações" e "abordagens terapêuticas". Os critérios de inclusão foram: estudos publicados nos últimos 10 anos, artigos disponíveis em texto completo e estudos que abordassem intervenções cirúrgicas específicas para hipertensão portal em pacientes com cirrose. Os critérios de exclusão incluíram: artigos de revisão, estudos que não apresentavam resultados clínicos detalhados e publicações que não abordavam diretamente o tema da pesquisa. Resultados: destacaram que a TIPS foi amplamente utilizada para controlar a hipertensão portal e suas complicações, mostrando-se eficaz na redução de episódios de hemorragia por varizes esofágicas. O transplante hepático foi considerado a abordagem definitiva para pacientes com doença hepática terminal, oferecendo a melhor chance de
sobrevivência a longo prazo. Outras técnicas de derivação cirúrgica também foram exploradas, mas com resultados variáveis e maior taxa de complicações. A revisão enfatizou a importância de uma abordagem multidisciplinar no manejo desses
pacientes, integrando hepatologistas, cirurgiões e outros profissionais de saúde. Conclusão: o tratamento cirúrgico da cirrose hepática complicada por hipertensão portal continua a representar um desafio clínico significativo. Embora a TIPS e o transplante hepático sejam as opções mais promissoras, cada caso deve ser avaliado individualmente, considerando os riscos e benefícios de cada intervenção. A revisão sistemática demonstrou a necessidade de pesquisas contínuas para aprimorar as
estratégias terapêuticas e melhorar os desfechos clínicos desses pacientes.