Psicose Pós-Parto: Um Desafio Raro e Complexo na Saúde Mental Materna: avaliação clínica, Tratamento Multidisciplinar e Prognóstico
Resumo
A psicose pós-parto representa um desafio complexo na saúde mental materna, caracterizando-se por sintomas psicóticos agudos que ocorrem no período pós-natal, afetando uma minoria das mulheres, geralmente sem histórico prévio de doença mental grave. Este transtorno emergente pode manifestar-se com delírios, alucinações e comportamentos desorganizados,
exigindo intervenção imediata devido ao risco potencial para a mãe e o bebê. A avaliação clínica precoce é crucial para diagnóstico diferencial e planejamento terapêutico adequado, frequentemente envolvendo psiquiatras, obstetras, enfermeiros e assistentes sociais em um tratamento multidisciplinar. Objetivo: Avaliar os métodos diagnósticos, estratégias terapêuticas e prognóstico da psicose pós-parto com base na literatura recente. Metodologia: Uma revisão sistemática seguindo o checklist PRISMA foi realizada utilizando as bases de dados PubMed, Scielo e Web of Science. Os descritores utilizados foram
"postpartum psychosis", "clinical assessment", "multidisciplinary treatment", "prognosis", e "systematic review". Critérios de inclusão abrangeram estudos publicados nos últimos 10 anos, focando em intervenções clínicas e resultados maternos e infantis. Critérios de exclusão incluíram estudos duplicados, não relacionados diretamente à psicose pós-parto ou com foco em transtornos psiquiátricos não puerperais. Resultados: A revisão identificou abordagens diagnósticas avançadas, incluindo critérios diagnósticos específicos e ferramentas de avaliação clínica padronizadas. Quanto ao tratamento, destacaram-se intervenções combinadas envolvendo antipsicóticos, suporte psicossocial intensivo e, em casos graves, hospitalização. O prognóstico variou significativamente, com recuperação plena em muitos casos, mas riscos persistentes de recorrência em gestações subsequentes. Conclusão: A psicose pós-parto é uma condição clinicamente desafiadora que requer uma abordagem multidisciplinar integrada para otimizar os resultados maternos e infantis. Estratégias de intervenção precoce, diagnóstico preciso e acompanhamento a longo prazo são cruciais para mitigar os impactos negativos dessa condição rara, mas potencialmente devastadora, na saúde mental das mães.