Intervenções Endovasculares em Pacientes com Doença Arterial Periférica e Diabetes: Resultados Clínicos e Técnicas Cirúrgicas
Resumo
Intervenções endovasculares em pacientes com doença arterial periférica (DAP) e diabetes representam um desafio clínico significativo devido à complexidade e à progressão acelerada da doença vascular nesse grupo de pacientes. A combinação de diabetes mellitus e DAP está associada a um risco aumentado de complicações vasculares severas, incluindo amputações
e eventos cardiovasculares maiores. As intervenções endovasculares, como angioplastia com ou sem colocação de stent, tornaram-se opções terapêuticas amplamente adotadas devido à sua minimamente invasividade e recuperação mais rápida em comparação com abordagens cirúrgicas convencionais. Objetivo: Analisar e sintetizar os resultados clínicos de intervenções endovasculares em pacientes com DAP e diabetes, além de avaliar as técnicas cirúrgicas utilizadas e sua eficácia. Metodologia: A revisão sistemática foi realizada seguindo as diretrizes do PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses). A busca incluiu artigos publicados nos últimos 10 anos nas bases de dados PubMed, Scielo e
Web of Science, utilizando os descritores "peripheral arterial disease", "diabetes mellitus", "endovascular intervention", "angioplasty", e "stent". Critérios de inclusão foram estudos originais que avaliaram intervenções
endovasculares em pacientes com DAP e diabetes, focados em resultados clínicos. Critérios de exclusão foram estudos duplicados, revisões não sistemáticas e artigos que não estavam disponíveis em texto completo. Resultados: A análise dos estudos revelou que as intervenções endovasculares são eficazes na melhoria do fluxo sanguíneo e no alívio dos sintomas em pacientes com DAP e diabetes. Complicações como reestenose e trombose foram frequentemente relatadas, influenciando a durabilidade dos resultados a longo prazo. Conclusão: Intervenções endovasculares emergem como uma opção viável e eficaz para o tratamento de pacientes com DAP e diabetes, oferecendo benefícios substanciais em termos de recuperação rápida e menor morbidade comparada à cirurgia aberta. No entanto, a gestão a longo prazo desses pacientes requer vigilância contínua
devido ao risco aumentado de complicações vasculares.