Fistula traqueosofágica em neonatos: repercussões clínicas e avaliação cirúrgica

Autores

  • Ronierisson de Lima Sarah
  • Gustavo Meira do Nascimento Araújo
  • Rodrigo Alcantara Normanha
  • Thaís Pessoa Lins
  • Célia Pisaneski de Oliveira
  • Luiza Passos Ribeiro
  • Diana Freire Pego
  • Isabella Andrade Cunha
  • Yasmin Pereira Vieira
  • Isis Micaelly de Oliveira Morais
  • Camilla Calonge de Campos

Resumo

Introdução: A fístula traqueoesofágica é uma anomalia congênita grave caracterizada por uma comunicação anormal entre a traqueia e o esôfago, frequentemente associada à atresia esofágica. Essa condição, que compromete a alimentação e a
respiração do neonato, requer diagnóstico precoce e tratamento cirúrgico imediato para evitar complicações severas. As manifestações clínicas incluem dificuldades respiratórias, regurgitação e pneumonia aspirativa, refletindo a complexidade e a
urgência do manejo dessa condição. As técnicas cirúrgicas têm evoluído, com a comparação entre toracotomia e videotoracoscopia, cada uma oferecendo vantagens e desafios distintos. O seguimento pós-operatório é crucial para
monitorar e tratar possíveis complicações, como estenose esofágica e recidiva da fístula, garantindo a recuperação e o desenvolvimento adequado do neonato.ObjetivoO objetivo desta revisão sistemática de literatura foi avaliar e sintetizar as abordagens diagnósticas, técnicas cirúrgicas e estratégias de manejo pós-operatório para a fístula traqueoesofágica em neonatos, baseando-se em estudos recentes para oferecer uma visão abrangente e atualizada sobre o
tema. Metodologia: A metodologia seguiu o protocolo PRISMA para garantir a rigorosidade e a transparência na revisão. Foram consultadas as bases de dados PubMed, Scielo e Web of Science, utilizando os descritores "fístula traqueoesofágica", "neonatos", "técnicas cirúrgicas", "complicações pósoperatórias" e "seguimento". Incluíram-se artigos publicados nos últimos 10 anos que abordaram aspectos clínicos e cirúrgicos da fístula traqueoesofágica. Os critérios de inclusão foram: estudos sobre neonatos com fístula traqueoesofágica, publicações em periódicos revisados por pares e trabalhos focados em técnicas
cirúrgicas e manejo pós-operatório. Os critérios de exclusão foram: estudos que não se concentraram especificamente na fístula traqueoesofágica, artigos publicados fora do período estipulado e pesquisas que não abordaram o manejo clínico ou
cirúrgico.ResultadosOs principais resultados revelaram que o diagnóstico precoce e a escolha apropriada da técnica cirúrgica são fundamentais para o sucesso do tratamento. A toracotomia e a videotoracoscopia foram identificadas como opções válidas, com a videotoracoscopia ganhando destaque por sua abordagem minimamente invasiva. Complicações pós-operatórias como estenose esofágica e recidiva da fístula foram frequentemente observadas, exigindo acompanhamento rigoroso e intervenções adicionais. O seguimento a longo prazo, que inclui monitoramento respiratório e nutricional, mostrou-se essencial para garantir a recuperação completa e a qualidade de vida dos neonatos. Conclusão: A revisão sistemática confirmou que a fístula traqueoesofágica em neonatos exige uma abordagem multifacetada, desde o diagnóstico precoce até o manejo pósoperatório. A escolha entre técnicas cirúrgicas deve considerar a gravidade da condição e a experiência do cirurgião, enquanto o acompanhamento contínuo é crucial para lidar com complicações e promover um desenvolvimento saudável. Estudos recentes reforçam a importância de estratégias de tratamento personalizadas e de um suporte multidisciplinar para otimizar os resultados clínicos e a qualidade de vida dos pacientes.

Publicado

2025-01-12

Como Citar

Sarah, R. de L., Araújo, G. M. do N., Normanha, R. A., Lins, T. P., Oliveira, C. P. de, Ribeiro, L. P., … Campos, C. C. de. (2025). Fistula traqueosofágica em neonatos: repercussões clínicas e avaliação cirúrgica. Revista Estudos Acadêmicos Em Saúde, 1(1), 356–368. Recuperado de https://reas.ojsbr.com/reas/article/view/127