Manejo clínico e possibilidades operatórias em pacientes gestantes com apendicite
Resumo
Introdução O controle e a gestão de apendicite em gestantes é uma área crítica da cirurgia obstétrica, dada a complexidade que envolve tratar uma condição aguda em um estado fisiológico alterado. A apendicite, uma inflamação do apêndice vermiforme, pode apresentar sintomas semelhantes aos de outras condições gestacionais, tornando o diagnóstico um desafio. Adicionalmente, a escolha do tratamento cirúrgico e a gestão pós-operatória exigem considerações cuidadosas para minimizar riscos e otimizar os resultados para a mãe e o feto. A literatura científica destaca a importância de um diagnóstico precoce, uma abordagem cirúrgica apropriada e uma gestão pós-operatória bem estruturada para lidar com as particularidades da apendicite durante a gravidez. Objetivo O objetivo da revisão sistemática de literatura foi analisar e consolidar as melhores práticas e
recomendações para o manejo clínico de apendicite em gestantes, com foco nas opções de tratamento cirúrgico, monitoramento intraoperatório e estratégias de manejo pós-operatório. A revisão visou identificar e avaliar as evidências mais
recentes para fornecer uma abordagem baseada em dados científicos que promova a segurança e o bem-estar tanto da mãe quanto do feto. Metodologia A metodologia seguiu o protocolo PRISMA, com a seleção de artigos publicados nos últimos 10 anos
nas bases de dados PubMed, Scielo e Web of Science. Utilizaram-se os seguintes descritores para a busca: "apendicite em gestantes", "opções cirúrgicas apendicite", "monitoramento intraoperatório em gravidez", "manejo pós-operatório gestantes" e
"complicações apendicite gravidez". Os critérios de inclusão foram: estudos que abordaram apendicite em gestantes, publicações revisadas por pares, e artigos focados em práticas clínicas e resultados de tratamentos. Os critérios de exclusão envolveram: estudos com amostras não gestantes, artigos não revisados por pares, e publicações anteriores a uma década. Resultados Os resultados indicaram que o diagnóstico precoce e preciso é fundamental para o manejo efetivo da apendicite em
gestantes, com a ultrassonografia sendo a ferramenta de imagem mais recomendada. As opções cirúrgicas variaram entre apendicectomia laparoscópica e aberta, com a escolha dependente da urgência e da experiência da equipe. O monitoramento
intraoperatório cuidadoso garantiu a segurança fetal e materna, enquanto o manejo pós-operatório focou na prevenção de complicações e na gestão eficaz da dor. Estudos mostraram que a colaboração multidisciplinar e a aplicação de
recomendações baseadas em evidências melhoraram significativamente os resultados clínicos. Conclusão A revisão evidenciou que o manejo da apendicite em gestantes exige uma abordagem integrada e bem coordenada, que abrange diagnóstico, intervenção cirúrgica e cuidados pós-operatórios. A escolha entre técnicas cirúrgicas e o monitoramento rigoroso são cruciais para minimizar riscos e garantir desfechos positivos. A colaboração entre especialistas e a adesão às diretrizes baseadas em evidências foram fundamentais para promover a segurança o bem-estar tanto da mãe quanto do feto, refletindo a importância de uma abordagem científica e cuidadosa no tratamento dessa condição desafiadora.