Distocia fetal: manobras obstétricas e cirurgia instrumental para o parto seguro de bebê e mãe

Autores

  • Rodrigo Augusto Bittencourt
  • Anderson Bernardo Moreira Alves Filho
  • Raquel Barbosa Ribeiro
  • Maria Luiza Werneck Elizeu
  • Helena Costa Pereira
  • Letícia Ferreira Rezende Magalhães
  • Flávia Bragança Rabelo de Sousa
  • Diana Freire Pego
  • Ruy Penna Neto
  • Nayara Lima de Miranda

Resumo

INTRODUÇÃO: Distocia fetal refere-se a dificuldades no parto devido a anomalias na apresentação, posição ou tamanho do feto que impedem seu nascimento espontâneo. Este fenômeno pode representar riscos significativos tanto para a mãe quanto para o bebê, exigindo intervenções obstétricas precisas e, em alguns casos, cirurgias instrumentais para assegurar a segurança de ambos. Entre as manobras obstétricas utilizadas estão a manobra de McRoberts, a pressão suprapúbica, e as rotações internas, enquanto intervenções cirúrgicas como a cesariana podem ser necessárias em situações mais graves. Objetivo: identificar e avaliar as diferentes manobras obstétricas e técnicas de cirurgia instrumental empregadas para a resolução da distocia fetal,
visando a segurança do parto para a mãe e o bebê. Metodologia: baseou-se no checklist PRISMA, realizando buscas nas bases de dados PubMed, Scielo, e Web of Science. Os cinco descritores utilizados foram "distocia fetal", "manobras obstétricas", "cirurgia instrumental", "segurança no parto" e "complicações obstétricas". Foram incluídos estudos que abordavam intervenções específicas para distocia fetal, artigos revisados por pares publicados nos últimos 10 anos e pesquisas com amostras humanas. Os critérios de exclusão incluíram estudos com populações não humanas, artigos que não detalhavam claramente as intervenções e estudos publicados em línguas diferentes do inglês, português e espanhol. Resultados: destacaram que as manobras obstétricas, quando realizadas corretamente, podem resolver a maioria dos casos de distocia, com a manobra de McRoberts sendo a mais eficaz inicialmente. Em casos onde as manobras não foram suficientes, a utilização de fórceps e ventosas mostrou-se como intervenções eficazes, embora aumentassem o risco de lesões para o bebê. A cesariana emergiu como a solução definitiva em casos de distocia grave, minimizando riscos maternos e neonatais quando realizada a tempo. A pesquisa também apontou para a necessidade de treinamento contínuo para os profissionais de saúde em técnicas de manobras e intervenções cirúrgicas. Conclusão: a distocia fetal requer um manejo criterioso e bem treinado, com a
combinação de manobras obstétricas e, quando necessário, intervenções cirúrgicas. A correta aplicação dessas técnicas é crucial para garantir a segurança do parto, reduzindo complicações e promovendo desfechos positivos para mãe e bebê. A revisão evidenciou a importância de protocolos bem definidos e a capacitação constante dos profissionais envolvidos no processo de parto.

Publicado

2025-01-12

Como Citar

Bittencourt, R. A., Filho, A. B. M. A., Ribeiro, R. B., Elizeu, M. L. W., Pereira, H. C., Magalhães, L. F. R., … Miranda, N. L. de. (2025). Distocia fetal: manobras obstétricas e cirurgia instrumental para o parto seguro de bebê e mãe. Revista Estudos Acadêmicos Em Saúde, 1(1), 282–294. Recuperado de https://reas.ojsbr.com/reas/article/view/121