Gestação e Doença de Lyme: Impacto na gestação e no recém-nascido
Resumo
IntroduçãoA Doença de Lyme é uma infecção bacteriana transmitida por carrapatos que pode afetar a saúde materna e fetal durante a gestação. A presença da Borrelia burgdorferi no organismo da gestante pode levar a complicações significativas, incluindo aborto espontâneo, parto prematuro e efeitos adversos sobre o desenvolvimento do feto. Estudos recentes demonstram que a infecção pode ter consequências a longo prazo para a saúde do recém-nascido, evidenciando a necessidade de uma abordagem cuidadosa para a gestão da doença durante a gravidez.ObjetivoA revisão sistemática de literatura visa analisar e sintetizar as evidências disponíveis sobre o impacto da Doença de Lyme na gestação e no recémnascido, identificando os principais riscos associados, as estratégias de tratamento e as medidas de prevenção recomendadas. O objetivo é fornecer uma compreensão abrangente das implicações clínicas e das melhores práticas para o manejo dessa infecção durante a gravidez. A metodologia foi baseada no checklist PRISMA e incluiu a busca em bases de dados como PubMed, Scielo e Web of Science. Utilizou-se cinco descritores específicos: "Doença de Lyme", "Gestação", "Parto Prematuro", "Impacto Fetal" e "Tratamento Antibiótico". Os critérios de inclusão foram: estudos que abordaram a Doença de Lyme durante a gravidez, pesquisas publicadas nos últimos 10 anos, e artigos revisados por pares. Foram excluídos os estudos que não tratavam diretamente do impacto na gestação, trabalhos de opinião sem dados empíricos e artigos com amostras não representativas.
Resultados A revisão revelou que a Doença de Lyme pode causar diversas complicações durante a gestação, como abortos espontâneos e parto prematuro. A infecção pode levar a efeitos adversos prolongados, como problemas de desenvolvimento motor e cognitivo no recém-nascido. Estudos também confirmaram a eficácia do tratamento precoce com antibióticos, como a amoxicilina e a cefuroxima, para reduzir os riscos associados. As estratégias de prevenção, incluindo o uso de repelentes e a monitorização frequente para carrapatos, foram destacadas como essenciais para evitar a infecção. Conclusão: Os dados analisados demonstram a importância do manejo adequado da Doença de Lyme durante a gravidez para minimizar riscos para a saúde materna e fetal. A intervenção precoce e o acompanhamento contínuo são cruciais para prevenir complicações graves e garantir o desenvolvimento saudável do recémnascido. As evidências destacam a necessidade de uma abordagem integrada que inclui medidas preventivas, tratamento eficaz e suporte psicossocial para gestantes afetadas pela infecção.