Feocromocitoma: desafios e avanços no manejo cirúrgico desse tumor raro e complexo
Resumo
O feocromocitoma é um tumor neuroendócrino raro que se origina nas células da medula adrenal, caracterizado pela produção excessiva de catecolaminas. Devido à sua natureza heterogênea e à variabilidade nas apresentações clínicas, o manejo deste tumor apresenta desafios significativos. A detecção precoce e o tratamento adequado são cruciais para evitar complicações graves, como crises hipertensivas e comprometimento cardiovascular. O tratamento cirúrgico é frequentemente a abordagem preferencial, mas requer uma abordagem cuidadosa devido ao risco de hipertensão grave e outras complicações associadas. Compreender as estratégias cirúrgicas e os avanços recentes é essencial para melhorar os desfechos dos pacientes com feocromocitoma. Objetivo: A revisão sistemática teve como objetivo avaliar os desafios e avanços no manejo cirúrgico do feocromocitoma, focando em estratégias de tratamento e resultados clínicos. Metodologia: A revisão sistemática foi conduzida seguindo o checklist PRISMA, com a busca em bases de dados como PubMed, Scielo e Web of Science. Foram utilizados cinco
descritores: "feocromocitoma", "manejo cirúrgico", "tratamento", "complicações" e "avaliação clínica". Foram incluídos artigos publicados nos últimos 10 anos que abordavam aspectos cirúrgicos do feocromocitoma. Critérios de inclusão foram: estudos que relatavam experiências cirúrgicas específicas, artigos que discutiam complicações associadas à cirurgia e pesquisas que apresentavam avanços na técnica cirúrgica. Excluíram-se estudos fora do escopo de manejo cirúrgico, publicações de revisão sem dados empíricos e artigos não disponíveis em inglês ou português. Resultados: Os principais tópicos abordados incluíram a importância do controle pré-operatório da hipertensão, o papel dos bloqueadores alfaadrenérgicos na preparação do paciente, e os avanços na técnica cirúrgica minimamente invasiva. Destacou-se a necessidade de um planejamento cirúrgico meticuloso para minimizar o risco de crises hipertensivas intraoperatórias e a eficácia das abordagens laparoscópicas em comparação com a cirurgia aberta. Conclusão: O manejo cirúrgico do feocromocitoma continua a evoluir com avanços significativos na técnica e na abordagem pré-operatória. A implementação de estratégias adequadas para o controle das catecolaminas e o uso de técnicas
minimamente invasivas têm melhorado os resultados clínicos. No entanto, a complexidade do feocromocitoma exige uma abordagem personalizada e cuidadosa para garantir a segurança e a eficácia do tratamento cirúrgico.